GUERRA

GUERRA

De quem terás medo
Entre tantos gemidos
Na terra dos vivos.

Voltas o rosto para nada ver
Tens o mundo por quinhão
Plenitude do teu prazer.

Não entesa, mais o arco, a lança,
A flecha, mas hoje são as balas.
Marchas conduzidas pelas falas

Que em ruína irreparável fica o mundo
Com o coração contrito e humilhado
Es como um estrume árido.

Miséria dos mortais
Exterminador eterno e predestinado
Que nenhum medo a domina.

Seguindo seus caprichos
Voa como palha ao sopro do vento
Com sabor e desdém mata o tempo

Para acalmar o furor da sua cólera
E as obras de suas mãos
Segue em frente com seus caprichos.

Só respirando a violência
Os clarões que te iluminam
Viram cinzas das suas veredas.

As extremidades do mundo
Sofrem com as suas amarguras angustiante
Como sofrimento de mãe ao luto do filho.

Mas há quem nos ouça a meditação
Regendo o universo com justiça
Dentro de nossos corações.

Do sul ao norte, de leste a oeste.
As gerações vindouras
Entenderam primeiro, depois falaram.

E como os sonhos com certeza materializam
Os confins da terra renasceram
Voltaram pela tarde.

Pensamentos sensatos
Ditam-me
Me enigma… Somos a vida.
Snitram
Editora de texto
Rosali Gazolla