A DROGA DA DROGA!

A DROGA DA DROGA

Com fome e sedento
No caminho incerto
Driblando a morte
Busca nas estrelas
Olhando no céu apenas
Uma luz, não a sorte.
Desfalecido quase morto:
Quase não respira, arfa
De seus olhos todo pranto se exala
De um ser introvertido
Nem mesmo sabe o motivo
No afã de sua alma não há causa
Já não tem lamento e sim tormento
Das delícias desse mundo.
Já não sabe, nunca viu, nunca viveu
Pobre ser perdido e abandonado
Se esqueceu quem era, a droga:- Comeu.
É só mais uma alma entre tantas…
Infeliz nesse mundo.
Snitram
Editora de texto
Rosali Gazolla